Mulheres na Liderança e o Futuro do Mercado de Trabalho

Não é novidade para o senso comum que um dia nós, mulheres, vamos dominar o mundo.Apesar da desigualdade vigente hoje no Brasil e no resto do planeta, pesquisas e especialistas concordam que o número de mulheres em postos de liderança no mercado de trabalho só tende a aumentar.

Por exemplo, dos 12 países da América do Sul, seis já tiveram presidentas – todas eleitas democraticamente pelo voto popular. No Brasil, na última década, as mulheres alcançaram 44% das vagas do mercado formal de trabalho. Estima-se que no mercado informal esse número seja muito maior.

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Brincadeiras à parte, trata-se de um caminho sem volta, que diminuirá a desigualdade e contribuirá para o avanço econômico do país. Ainda bem!

Num cenário de desafio constante como o nosso, espera-se que as mulheres passem a dar prioridade para o desenvolvimento de suas qualidades pessoais e profissionais.

Falar um segundo (ou terceiro) idioma é uma das qualidades mais importantes que podemos cultivar para chegar a cargos de liderança. Ainda mais quando se pensa que nas empresas da América Latina apenas 18% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres, em especial nas áreas de RH, Financeiro e Marketing.

Então, se você trabalha ou deseja avançar em uma dessas áreas, fique atenta.

De longe, o inglês é o idioma mais exigido dos profissionais, responsável pelo aumento do salário em até 61%, embora o espanhol também eleve a remuneração em até 54%. Mesmo assim, no Brasil, só 5% da população domina um segundo idioma. Fluência, então, está ainda mais longe: só 3% dos brasileiros são realmente fluentes em inglês.

Em tempos de equipes cada vez mais enxutas, a habilidade de comparecer a reuniões e congressos internacionais, dominar relatórios e apresentações, buscar recursos e comunicar-se em situações sociais é um diferencial cada vez mais valioso. E as mulheres estão nesta corrida e têm nas mãos as habilidades mais adequadas para sair na frente.

Mulheres tendem a uma abordagem mais inclusiva, criativa, flexível e inspiradora, afastada da mentalidade de “macho alfa” que restou grudada no empresariado brasileiro como gordura velha, e que exerce pouco apelo junto a mulheres talentosas e com visão de futuro.

Ao contrário dos homens, que costumam identificar com liderança atitudes como a obstinação, as mulheres reconhecem a habilidade de escuta frente à equipe como mais importante. Em outras palavras, mulheres trazem à mesa um estilo de liderança mais colaborativo e menos autoritário.

Então minha amiga, se você deseja avançar na carreira nos próximos anos, a hora de mover-se é agora. Não se trata apenas de uma mudança local, mas global. O que não vale é esperar o bonde passar e não fazer nada! Afinal, somos a maioria da população. Imagine só o futuro, com a maior parte das empresas lideradas por mulheres.

Juliana Almeida

Ju Almeida é tradutora, redatora, teacher e pesquisadora. Apaixonada pela internet e por liderança e desenvolvimento pessoal. Formada em Produção Editorial, pós em Sustentabilidade e mestrado em História da Arte, mãe de dois e multitasker por natureza.

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