Tecnologia da Comunicação no Ambiente de Trabalho

Desde o fim do reinado das corporações de ofício medievais, o que foi mais tarde potencializado por James Watt e sua máquina a vapor na Revolução Industrial, empresas têm se beneficiado do uso da tecnologia para incrementar a produção e maximizar lucros em mercados cada vez mais competitivos. Com o passar do tempo, o desenvolvimento tecnológico causa uma mudança na escala de valores da sociedade capitalista: a informação passa a ser mais importante e valiosa do que a produção. Já no ano de 1956, o número de trabalhadores de “colarinho branco” ultrapassou o número de trabalhadores de “colarinho azul” nos Estados Unidos. Segundo o ranking publicado pela Forbes quatro das cinco marcas mais valiosas em 2016 estão na área de tecnologia. Bem-vindo à Era da Informação.
Paradoxalmente, muitas empresas se tornam resistentes à utilização de novas ferramentas, já que muitas vezes a implementação de tecnologias inovadoras demanda investimento em infra-estrutura e treinamento, demandando investimento e tirando colaboradores de suas funções  para aprender a utilizar novas ferramentas eficientemente. Assim, o empresário fica com a sensação de que a tecnologia não está cumprindo seu papel neste primeiro momento. Esta resistência tecnológica é observada com maior frequência em grandes empresas, que são justamente aquelas que mais deveriam se beneficiar do desenvolvimento tecnológico.
Atualmente, o trabalho em equipe e inovação são elementos cruciais para a sobrevivência de qualquer negócio. E a inovação depende da constante troca de ideias, opiniões e pontos de vista, valorizando substancialmente todas as formas e canais de comunicação que possibilitem o trabalho cooperativo. Por isso empresas investem milhões no desenvolvimento de plataformas cooperativas, pela mesma razão existem milhões de soluções gratuitas ou a custo extremamente acessível disponíveis no mercado.
Muito tem se falado a respeito do uso de ferramentas desenvolvidas para utilização pessoal no ambiente de trabalho. Já não é de hoje que empresas se utilizam de mídias sociais para divulgar seus produtos e serviços e se comunicar com seus clientes. Mas o que dizer do Whatsapp, cada vez mais onipresente no mundo dos negócios?
Muitas empresas decidem simplesmente banir o aplicativo, o que em determinados segmentos, para determinadas funções, pode se provar uma decisão acertada. Para outros negócios, contudo, a interação e colaboração são chaves para a excelência. Para estes casos, ferramentas como o Whatsapp podem ser extremamente valiosas. Porém, como tudo na vida, existem prós e contras, e seu uso está longe de ser um consenso.
communications
Usar o Whatsapp no ambiente de trabalho é bom porque:
  • Permite a criação de grupos de colaboradores, podendo se tornar um espaço de discussão e fonte de novas ideias;
  • Elimina barreiras geográficas a custo praticamente zero;
  • É menos intrusivo do que o telefone e mais prático do que o e-mail;
  • É rápido, conveniente, e vai direto ao ponto.
Usar o Whatsapp no ambiente de trabalho pode trazer problemas porque:
  • Não permite o controle e supervisão proporcionado por outras soluções empresariais;
  • Manter o foco pode ser um desafio, especialmente em grupos muito grandes;
  • Como favorece o compartilhamento, não é a plataforma ideal para assuntos confidenciais.
Por fim, mesmo os partidários do uso da ferramenta no ambiente profissional concordam que o Whatsapp deve ser tratado como um canal informal de comunicação. Trocando em miúdos: estimule o uso das novas tecnologias de comunicação, mas não se descuide e atente-se às limitações da ferramenta.

Pablo Caldas

Membro original da equipe E and A Idiomas, é graduado em Comunicação Social e possui MBA Executivo em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Atualmente é professor nos cursos de graduação e pós-graduação de Marketing na Universidade Ibirapuera, além de exercer o cargo de coordenador pedagógico na escola de pós-graduação Roberto Miranda Educação Corporativa. Possui mais de 15 anos de experiência tanto na área de marketing quanto de ensino de idiomas. Pablo foi educado, desde de jovem em escolas bilíngues. Hoje é professor de inglês da E and A Idiomas e Conselheiro Especial para o Diretor Executivo em Marketing.

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