Você é follower no Lindy Hop? Aqui estão 9 razões pra você começar a conduzir também!

Mais uma problematização. Porque a gente vive disso, né? Essa é uma listinha que foi feita pela Sharon Davis. Pra quem não conhece, vale a pena dar uma pesquisada, ela é uma dançarina incrível!

Conduzir ou seguir uma dança no Lindy Hop são papéis divertidos que têm diferentes – mas igualmente desafiadores – conjuntos de habilidades e brechas pra criatividade. Geralmente, alunos escolhem um papel em seu primeiro dia de aula e permanecem com ele FOREVER AND EVER. Mas no JazzMAD encorajamos todos a aprender, e dançar socialmente, os dois papéis. 

Se você comparecer ao nosso Curso Iniciante para Dançarinos de Swing Dance, vai aprender a conduzir e ser conduzido desde o primeiro dia. E, em todas as nossas aulas pra alunos que sejam de níveis mais avançados, usamos uma linguagem neutra pra encorajar todos a exercerem também os papéis não tradicionais. Existem tantas razões pelas quais aprender os dois papeis é uma boa ideia – técnica, musical, criativa e socialmente falando!

O workshop intensivo de Condução para Followers desta semana foi muito divertido, nós vamos repeti-lo futuramente, com certeza! Aqui, Sharon Davis lista algumas razões pelas quais todas as followers deveriam aprender a conduzir:

Desenvolver suas habilidades como follower

Aprender a conduzir é uma ótima maneira de desenvolver suas habilidades como follower através da revisão dos passos básicos. Você também vai aumentar sua empatia com followers ao exercer o papel de leader.

Melhora de musicalidade

Aprender a conduzir pode melhorar sua noção de musicalidade, já que você precisa ouvir a música e ser responsável quanto à esta dum jeito totalmente diferente, que você só conhecia como follower até então. Não que leaders sejam mais ou menos musicais que followers, mas ambos os papeis têm oportunidades distintas de expressar a música dentro da dança. Sendo assim, cada dançarino tem sua própria maneira de expressar suas ideias musicais e rítmicas.

Passos básicos eficientes

Revisar seus passos básicos enquanto aprende a conduzir pode ajudar a corrigir problemas/vícios que você pode ter desenvolvido, como postura, coordenação, propriocepção, uso do seu eixo, troca de peso, encaixe ou pulso. As competências que você aprende enquanto conduz vão de encontro com as que você já tem como follower.

Mais confiança na pista de dança

Ser uma boa follower envolve colocar muita confiança na pessoa que conduz. Entender este papel de uma maneira melhor vai te ajudar a confiar mais nos seus parceiros enquanto vocês dançam. Isso significa que você vai “antecipar” menos movimentos e/ou fazer movimentos que não foram conduzidos enquanto exerce o papel de follower.

Livrar-se da “culpa de follower”

Como follower, você já sentiu que “desaponta” seu leader por “perder algo que foi conduzido”? Conduzir vai te ajudar a se livrar desse sentimento errado e sem sentido. Líderes não se sentirão desapontados por seus followers por perder algo que foi conduzido. A dança é uma colaboração que pertence à uma via de duas mãos. Erros são culpa dos dois, ao mesmo tempo em que não é culpa de ninguém… em outras palavras, não existe erro no Lindy Hop. Líderes realmente pensam desta maneira – se não, este é um defeito babaca da pessoa, e não tem nada a ver com você! Livre-se dessa culpa de follower ao ver a dança através dos movimentos de líderes.

Torne-se confiante!

Adquira mais confiança! Ser um bom dançarino, FUDEROSO MEMO, de swing dancing (que pode mandar qualquer um num swing out) é fantástico! Seja sua melhor versão de swing ao dançar tudo o que esta dança permite… não só metade! É impressionante, é inspirador, é cool… seja esta pessoa!

Mais danças durante uma festa!

Se você pode dançar e se divertir com os dois papeis, você pode tirar qualquer um pra dançar. Você nunca vai precisa ficar parado por falta de parceiros novamente! E ainda tem um bônus duplo – você dança, e seu parceiro também, outro follower que também teria de ficar parado. Os benefícios se multiplicam pros seus colegas followers, então faça isso pela sua comunidade!

Torne-se amigo de todos na cena de swing dancing

Já que socializamos frequentemente com membros do papel oposto ao que exercemos na dança, pode ser difícil fazer amizade com outros followers. Conduza e você vai poder conhecer essas pessoas maravilhosas, fascinantes e únicas que estão exatamente esperando pra serem suas amigas! E por que não propor uma prática, pra conduzir um ao outro, como uma maneira de conhecer outro follower melhor?

Vamos construir uma cultura de swing dancing melhor

Se todos exercessem os dois papeis, acredito genuinamente que a comunidade de swing dancing se tornaria mais igualitária, mais amigável, mais inclusiva e segura também.

Uma missão em minha vida é a de passar pra frente o que humildemente aprendi do lendário Frankie Manning. E o que vou descrever é a comunidade de dançarinos de swing que o Frankie visualizava: uma verdadeira comunidadeentre dançarinos, com respeito e cooperação mútua, inclusão e afeto. Você pode ler mais sobre os valores de Frankie no site Frankie Manning Foundation.

De maneira geral, nós, dançarinos de swing, gostamos de pensar em nós mesmos como pessoas reformistas, liberais, criativas e de mente aberta. Mas um dado estatístico de nossa comunidade mostra que, na verdade, ela é muito homogênea e heteronormativa, além de ser tristemente homofóbica e misógina ocasionalmente (nem tão ocasionalmente assim). Eu consigo entender isto. Nós revivemos uma dança antiga, baseada num código social antigo. Ainda estamos descobrindo como permanecer em contato com as raízes e espírito desta dança, ao mesmo tempo em que tentamos conciliá-los com valores modernos. Isto não é sobre culpa. Isto é sobre avançar.

Então vamos lá! Seja um exemplo e inspire outros a se juntar à revolução! Vamos construir a cultura que Frankie sonhava e unir forças pro bem neste mundo louco!”

Juliana Santana Rodrigues

Sua experiência em sala de aula teve início em 2010. Desde então, desenvolve sua carreira no ramo do ensino de idiomas, sendo estes inglês e português (para estrangeiros). Formou-se em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2017 e, hoje, como Coordenadora Pedagógica da E and A Idiomas, une sua experiência em escolas de idiomas com sua formação acadêmica para liderar o time de professores e garantir não apenas a qualidade do serviço in-company oferecido pela empresa, como também a qualidade de desenvolvimento dos profissionais selecionados para ministrar aulas.

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